Alô meu povo,
Trago um texto que escrevi em um blog que participava, o Cegos & Surdos, pra iniciar uma nova seção do “soumeusom”. A seção se chamará “Traduzindo a tradução”.
Vocês vão entender do que se trata, com o texto abaixo:
Eis que o poeta enlouquece e do devaneio faz-se a canção. Já diria aquela criatura efêmera de Brejo do Cruz, José Ramalho Neto, “Há meros devaneios tolos a me torturar”. [Aliás, se alguma alma lúcida conseguir traduzir a música “Chão de Giz”, eu prometo que a jogo num pano de guardar confetes]. Mas enfim, entender pra quê? Se até Claudinho e Bochecha já controlam o calendário sem utilizar as mãos.
Musicalidade é assim. O compositor viaja, o escutador “reviaja”, uns não entendem, outros acham que entendem e mais alguns têm certeza que entendem [e ainda ousam explicar, oh céus!]. Eu sou daqueles que procuro sentido em tudo. Já tentei em todos os meus diferentes estados etílicos, interpretar o que aquele alagoano do cabelo engraçado quis dizer com: “Açaí, guardiã, zum de besouro, um imã, branca é a tez da manhã” [Uma açaí fêmea, guardiã dos besouros, quando escuta um zumbido, é magneticamente atraída para que branca seja a pela da manhã! É fantástico!]. Mas claro, se é Djavan então não deve ser algo menos genial de que Zeca Baleiro e sua “Vida vida, noves fora, zero!”.
Porém, como eu sou cabra da peste [apesar de colher as batatas da terra], não desistirei jamais de buscar explicações para este mundo paralelo [Quiçá, uma dia, a fúria desse front virá]. Continuarei viajando nesse Brasil brasileiro do pleonasmo, tentando entender porque Ary Barroso tinha um coqueiro que dava coco e porque o negão queria pegar a nega do cabelo duro pra passar batom de cor violeta [Na boca e na bochecha! Pega ela aíííííííi....].
Enfim, neste confuso lar de idéias ininteligíveis, me despeço da sala [sem ela, tem janela, inclina em cerca de atenção] e peço que todos vocês se inquietem na página de comentários. Afinal, como diria Vinícius de Morais e Toquinho:
Trago um texto que escrevi em um blog que participava, o Cegos & Surdos, pra iniciar uma nova seção do “soumeusom”. A seção se chamará “Traduzindo a tradução”.
Vocês vão entender do que se trata, com o texto abaixo:
Eis que o poeta enlouquece e do devaneio faz-se a canção. Já diria aquela criatura efêmera de Brejo do Cruz, José Ramalho Neto, “Há meros devaneios tolos a me torturar”. [Aliás, se alguma alma lúcida conseguir traduzir a música “Chão de Giz”, eu prometo que a jogo num pano de guardar confetes]. Mas enfim, entender pra quê? Se até Claudinho e Bochecha já controlam o calendário sem utilizar as mãos.
Musicalidade é assim. O compositor viaja, o escutador “reviaja”, uns não entendem, outros acham que entendem e mais alguns têm certeza que entendem [e ainda ousam explicar, oh céus!]. Eu sou daqueles que procuro sentido em tudo. Já tentei em todos os meus diferentes estados etílicos, interpretar o que aquele alagoano do cabelo engraçado quis dizer com: “Açaí, guardiã, zum de besouro, um imã, branca é a tez da manhã” [Uma açaí fêmea, guardiã dos besouros, quando escuta um zumbido, é magneticamente atraída para que branca seja a pela da manhã! É fantástico!]. Mas claro, se é Djavan então não deve ser algo menos genial de que Zeca Baleiro e sua “Vida vida, noves fora, zero!”.
Porém, como eu sou cabra da peste [apesar de colher as batatas da terra], não desistirei jamais de buscar explicações para este mundo paralelo [Quiçá, uma dia, a fúria desse front virá]. Continuarei viajando nesse Brasil brasileiro do pleonasmo, tentando entender porque Ary Barroso tinha um coqueiro que dava coco e porque o negão queria pegar a nega do cabelo duro pra passar batom de cor violeta [Na boca e na bochecha! Pega ela aíííííííi....].
Enfim, neste confuso lar de idéias ininteligíveis, me despeço da sala [sem ela, tem janela, inclina em cerca de atenção] e peço que todos vocês se inquietem na página de comentários. Afinal, como diria Vinícius de Morais e Toquinho:
Você que ouve e não fala,
Você que olha e não vê,
Eu vou lhe dar uma pala,
Você vai ter que aprender:
A tonga da mironga do kabuletê.
Bem, na próximo post eu trago a TRADUÇÃO para "Chão de Giz".
Depois de conhecer a história que inspirou a música, a letra parece tão evidente! heheh!
Depois de conhecer a história que inspirou a música, a letra parece tão evidente! heheh!
Por enquanto, deixo um vídeo da inteligente "A tonga da mironga do kabuletê", com Toquinho fazendo a "tradução"...
Play negada!
Hasta o/

1 comentários:
Gostei muito do seu Blog, ja add ao meu. Seus textos são ótimos.
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